O coração puxa e solta o sangue que circula das artérias as
veias que pulsam no pulso os ponteiros do relógio correm pois o globo rodopia e
permaneço parado a todo o tempo atento a tudo tento tanto não estar tonto
contudo tudo está girando e ando bambeando até vir a cair do chão os vejo elevando
voo sempre amados emplumados de sorte sob as asas os louros e ouros nos ninhos
cantam contentes com seus entes e tudo que possuo é o passar do tempo que traz
a peremptória batida do meu coração acelera as batidas e abatido sinto ânsia a
ansiedade que a idade me fez gestante é uma filha que mexe e remexe e chuta e
soca e nunca nasce