O ser, o nada e a arte
A arte está em baixa nos dias de hoje. Ela continua sendo pouco apreciada, pouco difundida e pouco debatida. Eis que estoura, de momentos em outros, alguma polêmica na qual ela figura como protagonista, e então renasce do túmulo o "ser ou não ser" dos nossos tempos: O que é a arte? Se na antiguidade grega eram questões como "de onde viemos?" e "para onde vamos?" que atormentavam os filósofos, é o conceito de arte que, desde a modernidade, inquieta nossos pensadores.
Se entendermos que o significado de arte é aquilo que vemos como arte, posso muito bem ver a arte em tudo, e se ela pode ser vista em tudo, não é algo relevante, sequer é alguma coisa. Se ampliarmos o significado de arte para aquilo que nos provoca sensações elevadas ao ser captadas por nossos sentidos, podemos considerar o monte Everest ou o perfume de uma rosa como arte. Se desejarmos limita-la a apenas aquilo que for intencionalmente produzida pela vontade humana, seria como dizer que as motivações do artista valem mais do que sua arte. O que é mais importante: a beleza do sorisso de Mona Lisa, ou o mistério por trás de suas causas?
Sendo assim, é impossível limitar a arte, pois sequer sabemos do que ela se trata. Contudo, sabemos muito bem o que é a expressão e a ação humana, e se é impossível saber quais são as suas causas, conseguimos parcialmente intuir sobre suas consequências. A liberdade de expressão é um direito universal, e se uma maioria, ao expressar-se, provoca o silêncio de uma minoria, ela torna-se contraditória. A liberdade de expressão não deve ser limitada, muito menos ilimitada, mas sim delimitada. Todos nós temos o direito de ouvir e sermos ouvidos, cada qual tendo direito a ter seu próprio espaço respeitado pelos demais.
Arrasou no texto!
ResponderExcluirObrigado, Bell!
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